Por décadas o mundo mediu execução por três réguas: a engenharia alemã, a escala de Detroid, a confiabilidade japonesa. Em 2026 surgiu uma quarta, e ela tem nome próprio na boca dos executivos do setor: China Speed.
Ciclos de desenvolvimento relâmpago, produto que melhora depois de vendido e compreensão brutal do custo.
Não é exagero nem sorte de principiante. É a Stellantis avaliando usar plataforma de software da chinesa Leapmotor para sustentar a Fiat, Opel e Peugeot na Europa. É a Mercedes admitindo que não há como competir em custo. Isso só para ficar no mercado automotivo.
Tem a "tiktokzação" do mercado e do ecommerce, a Inteligência Artificial de baixo custo, os smartphones e chips que batem a produção americana, os carros elétricos que ganham o mundo...
A régua mudou de país – e quem não entende o mecanismo por trás dela vai continuar achando que esses números são exagero.